sábado, 29 de setembro de 2012

ACONTECE...

Está acontecendo na Casa de Formação  Santa Fé-Anhanguera-SP, o 1º Simpósio da Animação Bíblica da Pastoral Sul1-CNBB, destinado à catequistas, seminaristas, sacerdotes,  religiosos e agentes de pastorais.
Na parte da manhã, a 1ª conferência  foi assessorado por Padre Boris Agustin Nef Ulloa, com o tema: "O conhecimento da Palavra de Deus para a animação Bíblica da Pastoral", tendo como referência o documento PONTIFÍCIA Comissão Bíblica. Povo Judeu e suas Sagradas Escrituras na Bíblia Cristã.


No período da tarde, a 2ª conferência foi proferida por Dom Leonardo Ulrich Steiner – Secretario Geral da CNBB com o tema: “Contemplar a Palavra que dá sentido a vida dos discípulos missionários de Jesus Cristo”.


Conferimos o vídeo do 1º Congresso Brasileiro da Animação Bíblica da Pastoral em Goiânia, que aconteceu em outubro de 2011, para que pudéssemos entender o porque da Animação Bíblico da Pastoral.



"A bíblia, durante muito tempo, ficou distante das mãos dos católicos. Há hoje uma maior aproximação dela, um maior respeito, amor, fome e sede. Mas temos muito ainda para caminhar. A palavra “animação” é muito importante, principalmente motivando, nos agentes pastorais, a leitura da Sagrada Escritura.
Tivemos algumas marcas de incentivo para o valor do texto sagrado nos últimos tempos. No Concílio Vaticano II houve o destaque da “Dei Verbum”, mostrando o valor da inspiração bíblica e a importância da Palavra em nossa vida. Esse documento convocou toda a Igreja para retomar a leitura e a prática da Palavra de Deus.
Quando falamos de animação bíblica da pastoral, estamos preocupados com o vigor da animação, da força da Palavra de Deus e dos frutos que as pastorais devem produzir. É sinal de que não podemos ficar em apenas discursos religiosos, mas perceber as exigências concretas do povo de Deus deste tempo.
Enfim, só teremos pastorais pertinentes se criarmos intimidade com a Palavra, com Jesus Cristo ressuscitado e vivo em nosso meio. Isto cria relações afetivas, comprometidas e atuantes, transformando os corações e as mentes das pessoas. Com isto as pastorais não serão de compromisso só dos pastores, mas de todo o povo da comunidade cristã.
Dom Paulo"(Dom Paulo Mendes)

Saudações de Dom Vilson aos participantes do 1º Simpósio de Animação Bíblico da Pastoral


Quero saudar a todos os irmãos e irmãs, presbíteros, religiosas/os, diáconos, leigos/as, seminaristas, assessores/as vindos a este Simpósio de Animação Bíblica da Pastoral, organizado e articulado pela Comissão de Bíblia e Catequese do nosso querido Regional Sul 1 da CNBB, de 28 a 30 de setembro de 2012, na grande metrópole de São Paulo.

Em nosso Brasil, com grande criatividade, multiplicaram-se experiências de serviço missionário sustentadas pela Palavra. Muitas comunidades conservaram-se vivas e dinâmicas alimentadas somente pela Palavra. O Espírito Santo sustentou toda esta vitalidade. O que se propõe a seguir são linhas de ação orientadas a um novo passo: a animação bíblica de toda a pastoral.

Primeiramente é preciso reconhecer que os interlocutores da ação pastoral são sujeitos e não somente destinatários. De fato, não recebem a Palavra para guardá-la para si mesmos, mas para anunciá-la (cf. Is 50,4). Como recorda o Senhor: “O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados” (Mt 10,27). Sendo assim, interlocutores da animação bíblica da pastoral são todos os membros do Povo de Deus: os leigos, enquanto presença da Palavra de Deus em forma de “fermento na massa”; os consagrados enquanto presença da Palavra de Deus na vivência dos conselhos evangélicos; os ministros ordenados enquanto presença da Palavra de Deus no exercício do tríplice múnus de ensinar, santificar e governar. Todos os membros do Povo de Deus, no entanto, são chamados a dar testemunho de acolhida e vivência da Palavra.

Para acontecer uma animação bíblica da pastoral indicamos que se crie alguns espaços importantes tais como: Comissões, com uma organização funcional, que ofereçam uma rede de serviços e ajudas práticas, facilitando a efetiva animação bíblica da pastoral; Equipes de assessoria da animação bíblica da pastoral; e Formação bíblica permanente (no tempo), sistemática (no currículo) e profunda (nos conteúdos) para assessores e multiplicadores da animação bíblica da pastoral.

 No Eixo da Formação: a animação bíblica da pastoral, enquanto Caminho de Conhecimento e Interpretação da Palavra, encontra na catequese seu espaço vivencial, pois “a atividade catequética implica sempre abeirar-se das Escrituras na fé e na Tradição da Igreja, de modo que aquelas palavras sejam sentidas vivas, como Cristo está vivo hoje, onde duas ou três pessoas se reúnem em seu nome (cf. Mt 18,20). A catequese deve comunicar com vitalidade a História da Salvação e os conteúdos da fé da Igreja, para que cada fiel reconheça que sua vida pessoal pertence àquela história”.[1]

 No Eixo da oração: A animação bíblica da pastoral, enquanto Caminho de Oração com a Palavra e Comunhão, encontra na liturgia seu lugar privilegiado, em que Deus continua hoje a se comunicar com seu povo que escuta e responde. Cada ação litúrgica, por sua própria natureza, está impregnada da Sagrada Escritura. Nela “a Palavra de Deus é celebrada como palavra atual e viva”.[2]

 No eixo do anúncio: A animação bíblica da pastoral, enquanto Caminho de Evangelização e Proclamação da Palavra, nos impulsiona à caridade (cf. 2 Cor 5,14). “A missão da Igreja não pode ser considerada como realidade facultativa ou suplementar da vida eclesial. (...) É a própria Palavra que nos impele para os irmãos: é a Palavra que ilumina, purifica, converte; nós somos apenas servidores. Por isso, é necessário descobrir cada vez mais a urgência e a beleza de anunciar a Palavra para a vinda do Reino de Deus. (...) Não se trata de anunciar uma palavra anestesiante, mas desinstaladora que chama à conversão, que torna acessível o encontro com Ele, através do qual floresce uma humanidade nova”.[3]

No início deste nosso Simpósio recordaria que o Sínodo sobre a Palavra e a Verbum Domini constituem um novo Pentecostes para a Igreja. Que assim aconteça, também, com a acolhida e a prática deste Documento. Nossos bispos nos exortam para que estas linhas de ação influam eficazmente na vida e na missão da Igreja, particularmente na Catequese, na Liturgia e no Testemunho da caridade, contribuindo, assim, para a vivência profunda da Fé, pois sabemos que a “Igreja funda-se sobre a Palavra de Deus, nasce e vive dela”.[4]

Somos, na verdade, consagrados e enviados para anunciar a todos a Palavra que é Cristo. Tendo-a escutado, respondamos “com a obediência da fé” (cf. Rm 1,5; 16,26) e “o ouvido do coração”,[5] a fim de que as nossas palavras, opções e atitudes “sejam cada vez mais uma transparência, um anúncio e um testemunho do Evangelho”,[6] e vivamos por Ele (cf. 1Jo 4,9).

Temos uma Boa Nova para anunciar ao mundo de hoje: a Palavra de Deus, Jesus Cristo, que está presente entre nós. Ele é mensagem de salvação e de vida. Com São Paulo, não queremos saber nem pregar outra coisa, a não ser Jesus Cristo, para nós sabedoria e poder de Deus (cf. 1Cor 2,2).

Que a intercessão de Maria, modelo de quem viveu a plena obediência da fé e escutou com o ouvido do coração. Ela é o ícone perfeito da fé bíblica, da escuta e do acolhimento generoso e disponível à vontade do Senhor. “A sua fé obediente face à iniciativa de Deus plasma cada instante da sua vida. Virgem à escuta, vive em plena sintonia com a Palavra divina”.[7] Ela teve a vida totalmente modelada pela Palavra.

Que este 1º. Simpósio de animação Bíblica da Pastoral, que declaro aberto nesta noite do dia 28 de setembro de 2012, traga a todos nós, participantes deste evento, luzes de Deus, no sentido de abraçarmos ainda mais a Palavra de Deus em nossa vida e em nossas comunidades espalhadas em nossas dioceses e em nosso Regional. Bom Simpósio e felicidades a todos e todas.
Dom Vilson Dias de Oliveira, DC
Bispo Referencial da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética – CNBB/Sul 1




[1] VD 74.
[2] VD 52.
[3] VD 93 (cf. 90-98).
[4] Cf. VD 3.
[5] RB Prólogo,1.
[6] Cf. PDV 26.
[7] VD 27.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Abertura do I Simpósio da Animação Bíblica da Pastoral SUL1-CNBB


BRASÍLIA, 27 de setembro 2012

Saudações Fraternas!

        A Comissão de Animação Bíblico Catequética da CNBB vem cumprimentar o Regional Sul I, pelo louvável esforço de levar adiante a reflexão da Animação Bíblia da Pastoral, incentivada pelo Iº Congresso Nacional de ABP de Goiânia/2011 e pelos recentes documentos da Igreja, em especial o Doc. 97: Discípulos e Servidores da Palavra de Deus na Missão da Igreja”. Este Simpósio representa a concretização desse esforço.
       Alegramo-nos profundamente, ao perceber que os regionais, de formas variadas, estão assumindo com grande dedicação e entusiasmo a divulgação, conhecimento e prática da Palavra de Deus em toda a ação evangelizadora.
       Desejamos que este Simpósio seja para cada participante uma experiência profunda com a PALAVRA para se transformar depois em energia nova e contagiante na ação pastoral, reforçando seu protagonismo na construção do Reino, pois “naquele que guarda a PALAVRA, o amor de Deus é plenamente realizado” ( 1 Jo. 2,5 ).
       Devido a nossa intensa programação, embora convidados, não podemos participar desse significativo evento. Mas queremos expressar, por esse meio, nossa admiração e apreço por essa iniciativa que fará o Caminho da Palavra avançar neste Regional. Todo nosso apoio!

QUE DEUS ABENÇOE A COORDENAÃO, ASSESSORES E PARTICIPANTES!

Em nome de Comissão de Animação Bíblico Catequética: Pe. Décio J. Walker - assessor

          

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Queridos catequistas, amigos e amigas de caminhada!


Com alegria podemos dispor de um instrumento tão necessário para a nossa comunicação. Esse blog para a Animação Bíblico-Catequética em nosso Regional chegou em boa hora. Por ele, podemos estreitar os laços de amizade e co-responsabilidade em nossa missão; podemos alargar o coração com alegria e esperança para partilhar os projetos e atividades de nossas dioceses e ficar por dentro de tudo o que acontece. Convido a todos para esse mutirão de comunicação e celebração de nossas conquistas catequéticas. 
Um grande abraço! Pe. Paulo Gil

terça-feira, 11 de setembro de 2012

TEMPO DE APROFUNDAR O CONHECIMENTO DA PALAVRA DE DEUS



Dom Orani Tempesta reflete sobre o mês da Bíblia

Desde 1971, o mês de setembro na Igreja do Brasil é o quando se enfatiza e se busca aprofundar ainda mais nossa relação com a Palavra de Deus, a Bíblia. Porém, não significa dizer que a Bíblia deva ser lida ou aprofundada apenas nesse período. Ela é um livro de cabeceira, deve estar presente em todos os momentos de nosso dia, orientando-nos, formando-nos, transformando-nos. Ela é luz para o nosso caminhar. Este mês, portanto, é um esforço comum de nossas paróquias e dioceses de aprofundarem juntos algum tema ou livro da Palavra de Deus, útil para nosso crescimento comunitário e pessoal, em vista da comunidade cristã que queremos ser.

A palavra Bíblia é que dá origem à palavra biblioteca, e expressa a realidade de ser o texto sagrado um "conjunto de livros". Ler a Palavra de Deus é uma expressão coerente de nosso caminho, que busca encontrar e fincar raízes na fé e na construção ativa do Reino de Deus. Somos convocados a uma experiência maior e mais profunda com Cristo, Palavra eterna do Pai, na comunidade, na família, na sociedade.

Por que o mês de setembro foi o mês escolhido para o aprofundamento da Palavra de Deus? Devido à celebração do dia de São Jerônimo, no dia 30. Ele viveu por volta do ano de 340 e foi a ele confiada, pelo Papa Damaso, a tradução latina da Sagrada Escritura. Essa tradução da Palavra para o latim ficou conhecida como a bíblia "Vulgata", que significa "popular". Essa tradução foi tão rica e significativa que é usada até hoje em muitas traduções da Bíblia.

Uma das frases mais célebres de São Jerônimo foi: "Desconhecer as Escrituras é desconhecer a Cristo". Uma frase fundamental para nós cristãos que buscamos conhecer, contemplar e seguir a Palavra de Deus contida nas linhas sagradas dos textos bíblicos. Ninguém ama aquilo que não conhece. Portanto, seria impensável imaginar alguém que se diga cristão, mas não busque conhecer e aprofundar a Palavra de Deus. Como chegar ao conhecimento da Revelação e de sua plenitudeem Jesus Cristose desconhecemos sua Palavra e ensinamentos, ordens e ações?
    
Muitas são as possibilidades oferecidas pela Igreja para aprofundarmos nosso conhecimento da Palavra de Deus. Eles vão desde os estudos filosófico-teológicos, que buscam investigar o máximo possível toda a riqueza e significados que o texto nos pode proporcionar, seja pela Exegese, pela Hermenêutica, ou ainda pelas outras disciplinas bíblicas oferecidas nos institutos filosófico-teológicos, até os círculos populares bíblicos, grupo de estudo da Palavra, catequese e a leitura orante da Bíblia (lectio divina).

A Bíblia está dividida em duas partes como todos sabem: Antigo e Novo testamento. Ela é composta de 73 livros, sendo 46 livros do Primeiro Testamento e 27 do Segundo Testamento. A leitura constante e assídua da Palavra de Deus vai ajudando aos poucos as pessoas a descobrirem toda a riqueza que ela contém, bem como o bem que ela pode realizar na vida de cada fiel.

A Bíblia trata da nossa salvação. Por isso, dentro dela encontramos muitos assuntos pertinentes e desejados pelo homem na busca constante da verdade, a relação terna e direta com Deus, o rompimento dessa amizade com Deus pelo pecado, a Aliança de Deus com seu povo, a história dos patriarcas e profetas, a encarnação do Verbo Divino, Jesus Cristo, plenitude da história da salvação, a vinda do Espírito Santo em Pentecostes, e se estende até a parusia, no final dos tempos, quando, enfim, todo poder lhe será submetido e então, assentado em trono, Rei Vitorioso, virá uma segunda vez e instaurará definitivamente seu Reino de paz e amor, bondade e justiça, mansidão e misericórdia.

O centro de toda a Escritura se dá em Jesus Cristo, a máxima expressão da revelação e da bondade de Deus, que a todos quer que cheguem ao conhecimento da Verdade, que é Cristo.
Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas pelo Pai no Antigo ou Primeiro Testamento aos profetas e a todo o Israel de Deus. Jesus é a plena revelação da vontade do Pai para a salvação dos homens e a construção do Reino. Tudo que Ele faz diz de quem Ele é. Tudo que Ele é, é manifestado nas obras que realiza. Lendo as escrituras encontramos um caminho sólido e seguro no conhecimento da vontade de Deus. Cristo é a Palavra viva de Deus, e todas as palavras do texto sagrado, portanto, têm sentido pleno e definitivo Nele.

Neste ano, o mês da Bíblia quer aprofundar ainda mais o texto do Evangelho de Marcos. O tema sugerido é Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Marcos, e o Lema: "Coragem, Levanta-te, Ele te chama!" (Mc 10,49). Nos próximos anos serão estudados os outros três evangelistas. O enfoque será no seguimento de Jesus, proposto nos quatro evangelhos. Este tema reunirá tanto a proposta de Aparecida, que enfatiza o discípulo missionário e a missão continental, como a proposta do Santo Padre, o Papa Bento XVI, sobre a nova evangelização que é o tema do Sínodo dos Bispos no próximo mês.

Que seja esta uma oportunidade para conhecermos melhor a Palavra de Deus, a pessoa de Jesus e a proposta de seu Reino, para construirmos juntos, a partir Dele, novos céus e nova terra, onde todos possamos viver como irmãos na Unidade da Trindade e na diversidade de carismas e ministérios, em torno de um único e verdadeiro Senhor: Jesus Cristo.
Que a Palavra de Cristo continue a iluminar todas as nossas realidades humanas e nos encaminhe para a eternidade feliz, e que Maria, mãe do Verbo encarnado, nos ajude a conceber todos os dias a Palavra de seu Filho que é criadora, nos leva à salvação e à plena realização humana, que é a felicidade, o bem e a verdade contidos na pessoa de Cristo.

† Orani João Tempesta, O. Cist.
  Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Fonte: http://www.zenit.org/article-31239?l=portuguese